AGEM e SEDUC promovem reunião para tratar sobre projeto-piloto de educação ambiental
Na manhã desta terça-feira, 28, o presidente da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), Leônidas Araújo, e a coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), Viviane Vazzi, reuniram-se com gestores educacionais, professores e estudantes do Centro Educa Mais João Francisco Lisboa (Cejol). Em pauta, a elaboração de um projeto-piloto que envolve ações de conscientização sobre o consumo consciente e reaproveitamento de sólidos no ambiente escolar e comunitário.
Durante o encontro tratou-se sobre projetos que já vêm sendo desenvolvidos no CE João Francisco Lisboa e sobre as possibilidades de avanço dessas práticas. “Entendemos que o ambiente escolar é de fundamental importância quando se pretende trabalhar com a conscientização, pois é por meio da educação que podemos alcançar grandes resultados”, justificou Leônidas Araújo.
Esta ação está inserida nas propostas do projeto da Coordenação de Educação Ambiental da SEDUC, que envolve o fortalecimento e articulação de práticas com o objetivo de fomentar, integrar e articular iniciativas integradas que possam contribuir para o engajamento de comunidades. “Queremos integrar todos ao esforço de gestão de resíduos sólidos e construção de sustentabilidade nas escolas, em suas dimensões ambiental, ética, cultural, dentre outras”, explicou a coordenadora Viviane Vazzi.
É neste contexto que se insere a parceria com a Agência Executiva Metropolitana, que possui em seu escopo o Plano de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana da Grande São Luís, que prevê, dentre outras ações, a destinação final de resíduos de nove municípios no Aterro Sanitário de Titara, em Rosário. “Mas sabemos o quanto é importante trabalhar a conscientização de que boa parte desse material pode ser reaproveitada, o que só tende a gerar benefícios para catadores, visto gerar renda, e para o meio ambiente, através do consumo consciente”, enfatizou a advogada especialista em Direito do Saneamento da AGEM, Elizabeth Oliveira.
Engajamento
Durante o encontro, a diretora do Centro Educa Mais João Francisco Lisboa, Regina Silva Pereira, revelou que diversas ações na área de educação ambiental vêm sendo realizadas na escola ao longo de alguns anos. “Já tivemos época em que refrigerante não era consumido na área interna, apenas sucos produzidos com as frutas que nós mesmos cultivávamos com ajuda dos alunos”, contou.
Na CE João Francisco Lisboa, inclusive, ainda existem áreas com hortas, onde os próprios estudantes, sob a coordenação de alguns educadores, cultivam hortaliças e frutas, utilizadas nas refeições servidas na escola. “Isso pelo fato de que nosso envolvimento com educação ambiental envolve, também, alimentação saudável. O cultivo do que vai servir de alimento faz com que o envolvimento com o consumo consciente seja prático e, consequentemente, mais efetivo”, justificou a diretora.
Projeto
Em âmbito mais amplo, a visita ao Centro Educa Mais João Francisco Lisboa faz parte das ações do Programa Escolas Sustentáveis, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação. Visa garantir um ambiente de aprendizagem, produção de conhecimento, práticas e vivências que contribuam para que estudantes possam internalizar e difundir uma nova visão de mundo, a partir da sustentabilidade. “E, com isso, difundir essas práticas nas comunidades em que vivem”, acrescenta Viviane Vazzi.