AGEM participa de ação Mojó, Lixo Zero
Iniciativa é da ONG Arte-Mojó e resultou na retirada de mais de 800 quilos de resíduos
Neste domingo, 03, manguezais do povoado Mojó, em uma região conhecida pelos pescadores como Boca do Mojó, foi a área escolhida para atividades envolvendo a catação de resíduos sólidos. A ação foi realizada por uma comitiva formada por órgãos governamentais, como a Agência Executiva Metropolitana (AGEM), municipais e do judiciário, além de iniciativas privadas, associações, cooperativas e voluntários da sociedade civil.
A ação visa demostrar a possibilidade de um modelo de gestão ambiental que oferece soluções para os problemas socioambientais, mobilizando e construindo redes de contatos e ampliando parcerias. De acordo com o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas de Melo Martins, a ideia é avançar com ações que colaborem com o propósito de um modelo ético de comunidade sustentável. “Mesmo que muitos tenham deixado de acreditar na possibilidade de uma sociedade com responsabilidade ambiental, ainda podemos resgatar a confiança social e gerar mais adeptos a iniciativas como essa que estamos realizando”, destaca.
Douglas Martins ressalta ainda que, conforme já demonstrado por esta ação realizada em Mojó, a nova rede vai contar com a iniciativa de órgãos governamental, municipal e do judiciário, além de iniciativas privadas, de associações e cooperativas. “Essa integração está direcionada para a construção coletiva de práticas que minimizem os impactos ao meio ambiente”, acrescenta.
Para esta mobilização em Mojó foram envolvidos, além da AGEM, Associação de Produtores Rurais de Mojó e Montanha Russa, Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Associação Ambiental Orla Viva, Cooperativa de Materiais Recicláveis do Paço do Lumiar (COOPCAR), Cine-Mangue, Jiboia Comunicação, Jorrimar Sousa Cineasta, Núcleo Ambiental do TJMA, ONG Arte-Mojó, Promotoria de Justiça, Prefeitura de Paço do Lumiar, Pró Reitoria de Pós Graduação da UEMA (PPGeo), Quinta do Azulejador e Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Paço do Lumiar (SEMAP).
Ações conjuntas
O presidente da AGEM, Leônidas Araújo, lembra que projetos voltados ao meio ambiente possuem uma amplitude que demanda o envolvimento de todos os setores sociais, bem como podem – e devem – aglutinar as diversas iniciativas que vêm sendo desenvolvidas para o setor. “Por essa razão, a participação da Agência Executiva Metropolitana nas ações do Mojó, Lixo Zero torna-se de fundamental importância”, afirmou.
Leônidas Araújo destaca que a AGEM, por meio do Plano de Gestão Integrada em Resíduos Sólidos (PGIRS), vem desenvolvendo diversas ações neste sentido na Região Metropolitana da Grande São Luís. Dentre as iniciativas do Plano, que visa à erradicação dos lixões, estão a coleta e destinação final de resíduos sólidos, bem como o desenvolvimento de práticas adequadas para a geração de renda a catadores. “Neste sentido, foi criada a Cooperativa de Materiais de Reciclagem do Paço do Lumiar (COOPCARE), que atualmente reúne catadores do município de Paço do Lumiar”, lembra.
Histórico
O MOVIMENTO MANGUE SEM LIXO surgiu em 2018, realizando a primeira catação de resíduos sólidos dos manguezais do povoado do Mojó. Nesta primeira catação foram retirados 200 quilos de resíduos sólidos, entre eles garrafa pet, garrafa de vidros, isopor, redes de pesca, solas de sapato, sacolas e latas.
Em agosto de 2021, o movimento retornou sua atividade após o período mais crítico da pandemia, transformando o projeto em um movimento aberto, denominado Movimento Aberto Mangue Sem Lixo. A partir daí, o movimento passou a fazer as ações de limpeza em três bolsões de lixo na Boca do Mojó, levando voluntários e parceiros a retirarem mais de uma tonelada e meia de resíduos sólidos, limpando praticamente dois destes bolsões e fazendo o replantio das áreas desmatadas pelo acúmulo do lixo. Nesta segunda etapa, a iniciativa contou com ONG Arte-Mojó, Associação de Produtores Rurais de Mojó e Montanha Russa, Jiboia Comunicação, Associação Ambiental Orla Viva e Quintas do Azulejador, com apoio do Núcleo de Meio Ambiente TJMA e da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAP), de Paço do Lumiar, além da participação de voluntários.
Redes
A ONG ARTE MOJÓ sempre buscou parcerias para um modelo de gestão ambiental, buscando soluções para os problemas sócio ambientais, mobilizando rede de contatos, ampliando as parcerias e construindo novas redes. Mojó, Lixo Zero amplia as políticas públicas ambientais para o povoado onde atua, criando um modelo de gestão ambiental nas comunidades do Tendal, Mojó e Montanha Russa, áreas cuja margem tem um bom trecho de manguezal que compõe a Ilha de São Luís.