AGEM realiza treinamento sobre pintura industrial para engenheiros e arquitetos do órgão
Em cidades litorâneas como São Luís, os efeitos da corrosão costumam ser mais danosos, o que ocorre por conta da maresia. Quando a superfície não recebe a pintura adequada, então, os prejuízos à obra podem ser ainda maiores. Foi com objetivo de esclarecer sobre este assunto que a Agência Executiva Metropolitana realizou a palestra-treinamento Pintura Industrial, com representante da Sherwin Williams Brasil, João Bravim.
Com o tema Técnicas de Proteção e Durabilidade das Pinturas e Coberturas em Equipamentos Urbanos Metálicos, a qualificação teve como público-alvo a equipe de engenheiros e arquitetos do Departamento de Programas e Projetos da AGEM. De acordo com o presidente do órgão, Leônidas Araújo, a ação é fundamental diante das condições climáticas dos municípios da Região Metropolitana da Grande São Luís, com destaque para a Grande Ilha. “Devemos ter em mente que é fundamental que os materiais de pintura utilizados sejam adequados às condições climáticas, para dar mais qualidade, segurança e garantir a durabilidade de uma obra”, destacou.
Fazendo a apresentação do treinamento, o engenheiro mecânico Luiz Viana destacou aspectos técnicos sobre o processo de corrosão e a diferença entre o ferro e o aço, bem como sobre os tipos de aço que são utilizados na construção civil. Ele explicou que corrosão é um processo de retorno do minério de ferro ao seu estado natural. “Quando retirado da natureza, esse elemento não apresenta estabilidade, então se não trabalharmos técnicas adequadas de pintura, de acordo com as especificidades da obra e do local, vai ocorrer a corrosão”, afirmou.
Qualificação
Durante a palestra-treinamento, João Bravim enfatizou que a etapa de pintura em uma obra envolve um conjunto de ações, a saber, tinta adequada, forma de aplicação e preparação de superfície. “São passos fundamentais para que haja uma proteção adequada do aço e concreto contra a corrosão”, disse.
Ele explicou que, quando esse processo não é seguido ocorre a entrada de oxigênio e umidade entre a camada de pintura e a estrutura. “Ai, então, se inicia o processo de corrosão”, completou Bravim.
O profissional abordou, ainda, os tipos de tinta adequados a cada estrutura e local, considerando-se o clima da área e se a pintura será executada na parte interna ou externa, sendo as principais são as alquídicas, epóxi e poliuretano. “É imprescindível saber quando e onde devemos utilizar cada uma, para garantir a proteção adequada por meio da pintura”, destacou.
Aprimoramento
Para o diretor do Departamento de Programas e Projetos da Agência Executiva Metropolitana e engenheiro civil, Germano Arruda, a qualificação é de fundamental importância diante das importantes obras que a AGEM vem realizando na Região Metropolitana e citou como exemplo o Entreposto Pesqueiro. “A partir destes princípios, fizemos um redimensionamento e, o aço laminado que estava sendo utilizado a quente, passa a ser laminado a frio, por conta da salinidade do local”, explicou.
O presidente Leônidas Araújo lembrou, ainda, que a etapa de pintura ainda não é visto com a importância devida. “O que se percebe é que esse processo ainda está associado, apenas, ao embelezamento, quando deveria estar focado no isolamento da superfície para evitar a corrosão”.